quinta-feira, 2 de novembro de 2017

"A vida de Pi"


                    


Este foi o meu primeiro blu ray:
Contem:
Filme com legendas em português
Material de bónus
A jornada Épica de um realizador
Uma visão Admirável
Tiger, Tiger Burning Bright
Galeria de arte
Storyboards

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Prenda de anos

David Fincher realiza em 1997 um filme chamado "O jogo" e não estou a falar do jornal desportivo.
Nicholas Van Orton é um homem milionário que vai fazer 48 anos em breve, a mesma idade em que o seu pai se suicidou. Conseguimos perceber esse pormenore através dos flashbacks ao longo do filme. É um homem bastante arrogante e de mal com a vida. Consegue se ver a riqueza desta personagem nas cenas que ele entra com o carro em casa e  o portão se abre automaticamente. Quando ele se passeia pela casa são cenas muito bem conseguidas porque se ouve o eco dos passos para demonstrar a grandeza de casa exactamente como a sua solidão. A casa é o nosso reduto, o nosso conforto e onde nos sentimos bem. Deixamos de ter esse sentimento quando percebemos que somos observados é como estivéssemos a viver na rua, ficamos sem segurança.
Conrad é o irmão interpretado de maneira superior pelo Sean Penn. Da a entender que estavam afastados e aparece de repente. Parece que aparece só para pedir alguma coisa mas afinal é para oferecer uma prenda de aniversário.
Sente se uma distancia entre os dois mas não se percebe porque! Este oferece lhe um envelope com o contacto de uma empresa desconhecida. Parecendo que a ignora mas a curiosidade é um sentimento muito forte.
E a partir daí a sua vida muda completamente. Vai ficar mais misteriosa, excitante e até perigosa.
O filme é longo, não é um filme explosivo mas sim um filme em que se saboreia devagar. Ao principio estranha se mas depois entranha se.
Poderemos ter tudo mas de um momento para o outro ficamos sem  nada e a confiança que temos nas pessoas em nosso redor é um sentimento muito sobrevalorizado.









O gerente da noite

As series de TV não substituem o cinema. O cinema tem outro tipo de paixão, de categoria e de tradição. As cadeiras são confortáveis normalmente, o ambiente é completamente diferente. Embora se possa ver também em casa, nunca será igual.
As series tem investido muito dinheiro. Todos os dias saem series novas mas também muitas são canceladas e por vezes algumas com qualidade.
A serie que vos falo é uma mini serie chamada "night manager" baseado num livro do John Le Carré.
É uma serie de espionagem à antiga como só Le Carré sabe escrever.
Quando Jonathan Pine, um gerente da noite do hotel Nefertiti no Cairo é recrutado por Angela Burr para se infiltrar e tornar se um homem de confiança de um negociador de armas por todo o mundo,
descobre  que esse tipo de negocio é multi cultural e é um negocio com muitos dividendos. Fazem tudo pelo lucro. Pessoas que devem manter a segurança do povo não fazem e põe em risco a vida de todos.
A serie é protagonizada por Hugh Laurie mais conhecido pelo seu papel como DR. House, temos um Tom Hiddlestone que é um actor de muita qualidade embora um pouco desconhecido para mim.
Este último é um homem muito elegante e com muito charme, penso que aqui estaria uma opção valida para substituir Daniel Craig no papel do agente secreto mais famoso do mundo.
A serie ganhou globos de ouro para estes dois actores que referi acima como actor principal e actor secundário e também foi entregue para actriz secundaria Olivia Colman.
Esta serie na rtp teve 8 episódios mas em qualquer site diz que a serie tem apenas 6 episódios, uma situação que não percebi mas tudo bem.
Aconselho esta serie porque acho que tem muita qualidade. Os actores, o enredo e gostei do final, a musica do genérico lembra a serie "westworld"


  

domingo, 15 de outubro de 2017

"Princess Sophie"

"O Codigo da vinci" é um filme realizado por Ron Howard em 2006. Não conhecia a carreira deste realizador ate que fui pesquisar e como realizador já fez uns filmes interessantes como "Uma mente brilhante". 
A historia deste filme é baseado num livro de Dan Brown que ainda não tive oportunidade de ler. 
O filme tem um cast impressionante desde Tom Hanks, Ian Mackellen, Audrey Tatou, Jean Reno e um fantástico Paul Bettany, este últimos tem uma performance  acima de media.
Este ultimo interpreta uma personagem chamado "Silas", que se auto mutila em nome de Deus, personagem assustadora e no meu ver é um espelho  de varias pessoas que existem na nossa sociedade que põe a religião à frente de tudo e de todos não olhando a meios para atingir os fins. A personagem parece um morto vivo, que acabou de sair de um enterro, o dele, com uns olhos azuis que da entender que parece que não tem alma, provavelmente a alma dele pertence ao criador. 
Ian Mckellen transforma qualquer filme em cinema de muita qualidade. Impõe uma qualidade superior a qualquer projecto, dá gosto ver estes actores mesmo que seja em personagens pequenas.
No inicio acho estranho aquela cabeleira que o Robert Langdon usa , personagem interpretada por Tom Hanks, mas depois ficamos habituados embora seja só quase a acabar o filme. A uma certa altura do filme parece que estamos a ver um filme europeu, porque uma boa parte do filme é passado em França e tem actores franceses e basicamente o filme começa no Louvre. 
Consegui perceber um desenvolvimento relacionado com a personagem interpretada pela Audrey Tatou, que não foi nada surpreendente. 
É um filme sobre mistérios inventados, sobre sociedades secretas em que põe em causa o que a nossa sociedade nos faz acreditar visto que são historias com milhares de anos. A historia mais antiga e que toda as pessoas acreditam nela piamente. A meu ver essa historia tem que se lhe diga, principalmente na sua veracidade. Quando se estuda historia temos que ter uma noção que vai faltar alguns pormenores que pode fazer toda a diferença.
Quando tentarem discutir religião com alguém de certeza que a reacção das pessoas que acreditam vai ser agressiva a nível verbal.


sexta-feira, 13 de outubro de 2017

"James.... earn this"

A década de 90 foi muito produtiva para o realizador Steven Spielberg. Provavelmente  realizou dos melhores filmes da carreira dele como o "O resgate do soldado ryan", "lista de schindler" , "Amistad" e não me posso esquecer de mencionar o "Parque Jurássico", um marco dos anos 90.
Hoje venho falar do filme "Resgate do soldado ryan" realizado no longínquo ano de 1998. Um filme em que venceu cinco oscares da academia incluído de melhor realizador e relembrar que Tom Hanks foi nomeado.
A cena inicial é semelhante à última cena do filme, uma das cenas mais tocantes e impressionantes. Vê se um homem de idade a caminhar num cemitério em direcção a uma sepultura com a sua família ligeiramente afastada, este homem visivelmente transtornado. 
Spielberg usa e abusa dos "close ups" nos seus filmes e este não é excepção, especialmente nesta cena em que ele foca o olhar emocionante e  rugas deste homem que certamente contam muitas experiências.
Depois desta cena somos transportados para o dia 6 de Junho de 1944, o dia do desembarque na Normandia. 
A entrada na Normandia é chocante e do mais violento que pode haver. Depois da haver a chacina, a agua do mar fica vermelha do sangue derramado dos tropas americanos. O ambiente criado é pesadíssimo. 
Quando falamos em guerra, falamos em muitas mortes e neste filme há uma cena em que dezenas de pessoas estão a escrever telegramas, uma das características, é que são só mulheres a escrever, senti alguma sensibilidade.
Mas a historia essencial é o resgate de um soldado chamado James Ryan, quando os seus irmão são todos mortos em combate. O capitão Miller parte em busca desse soldado numa França cheia de destroços provocados pela invasão alemã, embora seja estranho arriscar uma equipa de quase 10 homens para salvar um homem. 
Temos provavelmente uma das melhores interpretações de Tom hanks. Por um lado quer sair daquela guerra o mais depressa possível, por outro lado quer completar a missão que lhe pediram fazer, a personagem tem um pormenor fantástico em que a mão começa a tremer em que homenageia vitimas de guerra.
Tom Hanks consegue fazer um grande discurso apenas com o seu olhar quando olha por exemplo para outro soldado a barbear se ou a comer uma sandes. Um olhar num actor muitas vezes vale mais do que mil palavras. 
Temos um elenco incrível desde Matt Damon, Tom Sizemore, Barry peper e um Vin Diesel quase desconhecido. Temos também um Bryan Cranston em low profile.
A personagem do Barry peper é um atirador furtivo cheio de talento apoiado nas suas crenças de Deus todo poderoso, sempre com um discurso poderoso.
A personagem de Matt Damon fica para segundo plano, aparece só praticamente na etapa final do filme. 
De volta à cena final do filme voltamos ao cemitério com James Ryan em frente à campa do capitão Miller, fazendo uma saudação militar trouxe me algumas lágrimas aos olhos.
Sabe mesmo contar historias emocionantes.
Podem apelidar o filme de comercial , poderá ser pro americanos, mas acho que o Spielberg nunca fará um filme em pro dos soldados alemães conhecendo o seu passado.
É um filme sobre agradecimentos para toda a vida em que nunca poderemos retribuir, a única retribuição que poderemos fazer é aproveitar bem a vida. Este filme lembrando Mario Augusto, é um essencial, para mim uma obra de arte um dos melhores de Spielberg.


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Hype ou não....

Numa altura que está na moda fazer "remakes" por tudo e por nada ou ate sequelas passados 30 ou mais anos. Não consigo entender essas opções de quem manda! Na minha opinião deveriam se fazer quase na mesma altura ou passado pouco tempo mas quando os argumentistas já não sabem que fazer optam por isto. O cinema está algo pobre nesse prisma.
Ridley Scott, um realizador com uma carreira com alguns filmes marcantes na historia do cinema. Alguns dos meus filmes favoritos são deste realizador, como "Alien 8º passageiro" e "Gladiador". No entanto os últimos filmes que realizou deixou muito a desejar como "Alien Covenant".
Ofereceram me o clássico de 1982 "Blade runner" e fui ver com alguma expectativa, e dei me mal.
Achei um filme muito bem conseguido a nível de cores e luz, o ambiente criado é fantástico mas é só isso.
Sylvia Hoeks
Depois fui ao cinema ver em IMAX a sequela ou o revival de Dennis Villeneuve. Só um aparte em relação à sala do imax, faço apenas uma questão, será que o som tem que estar assim tão alto? Rapidamente torna se desconfortável e a qualidade de imagem não vale os 10 euros e parem de fazer dinheiro com 3d isso não resulta e ate incomoda principalmente para quem usa óculos.
Em relação ao filme "Blade runner 2049", em geral achei melhor que o primeiro.
O filme é bastante longo prejudicando-o gravemente. A narrativa do próprio filme só tem duas velocidades, lento e parado. Mais uma vez o ambiente foi criado de maneira impecável, provavelmente o melhor filme a criar esse tipo de ambiente.
Jared leto
A historia é pouco clara, dá pouco ênfase à historia dos "replicants"que a meu ver teria uma historia bem mais interessante. Acho melhor na medida que os actores são melhores do que o primeiro ou pelo menos as prestações. . Neste filme as actrizes estiveram muito melhor que a parte masculina. Ponto positivo para o Harrison Ford e também para Dave Bautista que tiveram bem e também para o Jared Leto. Este último acho que teve muito bem caracterizado com aquele lado meio alucinado mas no entanto acho que foi mal explorado. Uma das coisas que não percebo nestes dois filmes é a quase ausência do inimigo durante quase todo o filme.
Robin wright se destaca como seria de esperar, é uma actriz de grande qualidade. Nas atrizes vai o meu louvor também para Sylvia Hoeks, esteve muito bem.
Este Gosling não convence minimamente, actor completamente banal, o homem só tem uma expressão ao longo do filme todo, ate chega a ser ridículo. Seja a "levar nas orelhas" da chefe, seja quando o meio de transporte onde ele viaja se despenha, quando ele é atacado tem sempre a mesma reacção ou seja nenhuma. É preciso duas horas de filme para sentir alguma emoção vinda deste ator.
Na minha opinião está longe de ser uma masterpiece, é um filme para ver com a mente aberta e não podemos estar cansado nem com sono. Acho este filme completamente overrated em todos os sentidos.
Sei que por essa Internet fora, quase ninguém tem a minha opinião, antes de me criticarem quero que saibam que é apenas a minha humilde opinião.


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

"A vida em espera" 2016

Venho vos falar do último filme que vi. Uma historia que poderia acontecer a qualquer um de nos.
Na minha opinião acho uma historia bastante original e interessante mas ao mesmo tempo muito simples.
Retrata a monotonia de um casal, o dia a dia simples e enfadonho. Quando estamos no meio da relação não nos apercebemos o que nos rodeia. 
O que fazemos no nosso passado acaba sempre por estar presente no futuro. A maneira como somos formados a nível intelectual.
Para "Wakefield" se aperceber  no que se estaria a tornar , esconde se numa casa em frente à sua, quase sem querer. Talvez curiosidade e interesse talvez se aquela família continuaria sem ele. Uma das grandes curiosidades quase inerente ao ser humano é saber o futuro.
Temos por vezes que dar graças à vida que temos por muito banal que seja e triste. Quando vemos a nossa família por outro prisma ou por outra  janela como é o caso, faz nos reflectir sobre a sorte que temos ou não.
É engraçado a evolução da personagem de "howard", depois de ter desaparecido algum tempo, parece que se quer esconder da sua própria família e que tem medo da mesma.
No entanto quando vê que tem um escape vai ate à rua respirar ar fresco, libertar se de alguma pressão exercida pela sociedade e pelo casamento.
A relação entre cada uma das personagens, acho que não há uma ligação muito próxima especialmente com as filhas e com a mulher, mas talvez seja intencional. 
O fim do filme deixa um bocadinho a desejar, parece que na última cena coloca alguma duvida no espectador, se realmente o tempo que ele passou afastado da família realmente aconteceu.
Temos um Bryan Cranston irrepreensível como sempre. Em contrapartida acho Jennifer Gardener muito distante da qualidade de Bryan Cranston. 
Este tipo de filme não me parece o ideal para Gardener, às vezes não vale a pena sair da sua zona de conforto, é uma actriz competente, mas não excepcional. 
É incrível como este filme quase que passou despercebido nas salas de cinema. É muito triste ver filmes que saem do cartaz que são realmente interessantes e diferentes. Há que ter lucro....
Filme a rever e a juntar à filmo-grafia. Gosto de historias diferentes, em que vale a pena pagar o bilhete, não apenas remakes atrás de remakes, que somos obrigados a consumir, isto quem quiser....